Vejam a participação da Top Taylor na matéria veiculada na Exame.com sobre Franquias Sazonais. Vale a pena a leitura para quem está planejando abrir um negócio de food service.

São Paulo – Você já parou para pensar em como uma sorveteria sobrevive durante o inverno? Ou como uma casa de chá ou de fondue sobrevive durante o verão? Esses são clássicos exemplos de negócios sazonais: em alguns meses, as vendas explodem; em outros, a procura despenca.

Além de negócios próprios, tais empreendimentos estão presentes também como opção de investimento no mundo do franchising.

Especialistas consultados por EXAME.com concordam que é possível ter sucesso com uma unidade franqueada que vende mais em uma época específica do ano – mas que a tarefa é mais difícil do que em outros tipos de negócios.

Os riscos de uma franquia sazonal

“Existe um risco muito grande em apostar em uma franquia sazonal, já que no Brasil ainda é muito comum associar o consumo de certos produtos a determinadas estações do ano”, afirma Francisco Neto, presidente da Top Taylor, que fabrica equipamentos para food service.

“Vale a pena ter uma franquia sazonal, desde que o faturamento do período de alta seja suficiente para assegurar a lucratividade e cobrir as despesas no período de baixa”, complementa Cristina Souza, sócia da consultoria Libbra.

Ou seja: o empreendimento deve sobreviver apenas com base na reserva financeira acumulada no período de alta na venda de seus produtos – o verão, no caso de uma sorveteria.

Por isso, o planejamento de caixa é o maior ponto de atenção para um futuro franqueado de um negócio sazonal. É um conceito desafiador para o franqueado que não possui muita organização financeira.

“Ele pode se deslumbrar na época lucrativa e não se prevenir para o período de baixa na receita. Fatalmente, poderá perder o seu negócio.”

Além disso, diz Souza, o franqueado terá que lidar com uma grande troca de funcionários – o chamado turnover. Afinal, em épocas de menor movimento, os empregados sairão; da mesma maneira, épocas com grande demanda pedirão novas contratações.

“O franqueado precisará de modelos simples de operação, para que ele tenha facilidade em transferir conhecimento com rapidez para os novos funcionários no período de alta”, afirma a sócia da Libbra.

Tanto no caso do planejamento financeiro quanto no da gestão operacional, é imprescindível que a franqueadora ofereça a capacitação necessária ao franqueado – por isso, cobre tais itens dela antes de fechar o contrato.

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/vale-a-pena-ter-uma-franquia-que-so-vai-bem-em-uma-epoca-do-ano/